quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Reportagens, Entrevistas e afins....

Mídia Televisiva:

Reportagem: TV Século XXI

Entrevista: Programa Pietro Jr. do SBT

Programa Espaço Aberto Saúde da Globo News

Mídia Impressa:

Jornal da Vila - Agosto de 2011

Revista Negócios Pet - Janeiro de 2010

Nipo Agora - Setembro de 2011

Jornal de Jundiaí

sábado, 17 de setembro de 2011

Solidariedade

       
            Hoje assisti ao programa do Serginho Groisman "Globo Cidadania", que juntou os programas: Ação, Globo Universidade, Amigos da Escola, Globo Ciência. Em certa parte do programa passou um médico que fez de um barco um mini-hospital e leva assistência médica às regiões de difícil acesso na região do rio Tapajós, na Amazônia.
            Incrível... um trabalho difícil... mas você via satisfação no rosto dos funcionários e dos pacientes, diferente das caras carrancudas dos hospitais particulares e públicos que frequentamos por aí.
            Percebo que resta uma esperança para a humanidade... Alguns de nós estão tentando caminhar para um futuro melhor onde não existe diferenças de nacionalidade, raça, religião, sobrenome e espécie.
            Para isso, o ser humano deve se despir da vaidade, egoísmo e avareza; pois a vontade de ajudar nos parecer ser inerente. Talvez o problema seja que, na maioria das vezes, respeitamos mais qualidades errôneas do ser humano: Admiramos mais o "mega-empresário" do que o varredor de rua trabalhando com prazer.
            O mundo parece estar sofrendo uma mudança radical... estamos "globalmente" mais próximos do que nunca, estamos mais conscientes da fragilidade do ser humano frente à natureza, estamos mais sensíveis ao sofrimento alheio, estamos menos condescendentes com o preconceito e escravidão.
             Precisamos mesmo de mudanças... o homem, até agora, se assemelhou a um vírus no planeta (se multiplicou e apenas destruiu). Observe que o berço da humanidade (segundo pesquisadores) é a África, a região mais pobre e faminta do planeta atualmente; o berço da civilização (Oriente Médio) é sinônimo de conflitos e guerras hoje em dia e; finalmente, o berço das artes e filosofia (Grécia) está passando por grave crise econômica semelhante ao da América do Sul a 20 anos atrás.
             Ou o ser humano muda e se transforma de vírus patológico para vírus simbiótico, ou o planeta vai adoecer tanto que não haverá remédio que cure a infecção e ambos perecerão.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Dizer adeus...

     
       Sempre quando um bichinho de estimação morre, seu proprietário sempre solta a mesma frase: "Nunca mais vou pegar outro animal de estimação, a gente sofre demais quando perde". E eu sempre repito: "A vida é assim mesmo, já imaginou se o cão (ou gato) vivesse muitos anos e houvesse a necessidade de repassar a responsabilidade de criá-los a nossos filhos e netos? O que se deve pôr na balança é o seguinte: num lado a alegria da convivência e do outro a tristeza de perdê-lo. Se a balança pender para a alegria... tenha outro com certeza". Na maioria dos casos o cliente volta com um novo filhotinho.
        Isso me faz pensar no desejo do homem de que tudo que é bom tem que ser eterno: a Família, o Casamento, os Amigos, o Amor, o Dinheiro, a Saúde...etc... etc... Mas a realidade nos coloca sempre à prova, e como um rio que corre montanha abaixo, nada é permanente, tudo muda, tudo se transforma.
        "Impermanência" esse é o termo usado pelas religiões orientais e cujo significado deve ser meditado. Isso não significa que você deva se desligar de tudo que é bom ou ruim, mas aproveitar o momento e se deliciar com fatos e sentimentos que afloram em cada mudança de sua vida (mesmo os de dor, o que deve ser extremamente difícil...)
        De qualquer forma, transforme-se, para que nesses momentos tristes, a despedida seja feita com elegância. Ninguém pode imaginar a dor que está sentindo por dentro, então porque tentar demonstrá-la para fora?
        E assim como tudo se transforma, o melhor jeito de transformar um amor perdido é transferi-lo para outro ser.
 

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Amor e Paixão

         
            Não... esse texto nem de longe vai ser meloso ou divagar sobre sentimento de duas pessoas (minhas qualidades poéticas não chegam perto de definir sentimentos em palavras). Vamos falar de algo bem menos romântico: hormônios e neurotransmissores.
            Pode uma pessoa amar uma pessoa, apaixonar-se por uma segunda e sentir desejo sexual por uma terceira? Segundo a antropóloga Helen Fisher...sim.
            O desejo sexual, logicamente, está ligado aos hormônios sexuais. Testosterona, principalmente.
            A paixão está ligada a altos níveis de Dopamina e Norepinefrina. Sendo que, aquele sentimento doentio e obsessivo está ligado à baixos níveis de serotonina e, o amor à primeira vista ao neurotransmissor Feniletilamina.
            O amor duradouro, sentimento de carinho e de proteção está ligado à Ocitocina. A Ocitocina estimula regiões do cérebro ligadas à emoção e ao prazer, induzindo à uma sensação gratificante. Essa substância é liberada em grande quantidade na indução do parto e na amamentação, isso explica a ligação intensa entre mãe e filho. Mas essa ação vai além do relacionamento maternal: amizades à toda prova com quem se pode desabafar tudo e existe uma confiança plena, casais que substituiram a paixão por cumplicidade e confiança...
             Segundo pesquisas quando os níveis de Ocitocina são aumentados as pessoas experimentam também uma redução dos corticosteróides endógenos que nada mais são que os hormônios do stress danosos ao organismo.
             Cães, gatos e outros animais de estimação podem aumentar os níveis de Ocitocina, principalmente quando a relação é intima e agradável. Crianças intimamente ligadas aos animais tendem a ser menos inibidas socialmente, justamente pelos níveis desse hormônio, ligado ao sentimento de proteção e aconchego que o bichinho proporciona.
             Quer viver mais? Então tenha um amor para vida toda, amigos sinceros e um bichinho de estimação bem íntimo seu.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Filmes


           Ainda não inventaram nada melhor que um bom filme para fugirmos da realidade que, às vezes, é muito cruel. Filmes sobre cães, normalmente, seguem um roteiro já conhecido: começam alegres e divertidos e terminam de forma triste e melancólica... por isso são bons de assistir.
           Para mim, os melhores filmes sobre essa temática colocam o cão, de fato, como o animal que ele é. Não incute uma sabedoria que ele não tem, mas emociona pelo sentimento que ele possui.
           Obs.: Se você não assistiu algum desses filmes, não assista o "clip". Eles mostram a parte final (sempre a mais emocionante). Essas cenas são para recordar e voltar a sentir as emoções de quem já assistiu.
           Marley e eu (Marley and Me)
           Sempre ao seu lado (Hachiko: a dog story)
         Meu cachorro Skip (My dog Skip)


Vida de Cachorro - Charlie Chaplin


quarta-feira, 8 de junho de 2011

Músicas com Cães


             Costumo pegar meu violão, às vezes, e tocar algumas músicas... aí, olhando meus cães brincando enquanto tocava, folheei minhas pastas para achar alguma música que foi inspirada pelos cães.
             Qual foi minha surpresa: não achei nenhuma!
             Algumas citações como: - O Portão do Roberto Carlos ("... meu cachorro me sorriu latindo... Eu voltei agora pra ficar, porque aqui... aqui é meu lugar...").
                                                   - "Eu não sou cachorro não" do Waldick Soriano.
                                                   - Uma da Claudia Leite que dizia algo como: "cachorro, safado, sem vergonha..."
              Mas nada digno de nota...
              Obs.: Decidi deixar o clássico do Chico Buarque "Saltimbancos", pois o cão é um personagem humanizado.
              De novo, tive de procurar no Google (aliás, esse blog está ficando muito pouco original... preciso de mais tempo para escrever...), mas achei alguma coisa que vou repartir com vocês:

1) "Vida de Cachorro": Rita Lee nos tempos dos Mutantes:


2) "I love my dog": Cat Stevens.


3) "Televisão de Cachorro": Pato Fu.


         Devem existir mais, mas por enquanto só vou postar essas daqui.
         Bom... cabe aqui uma curiosidade. Por que será que os cães e gatos não apreciam a música como nós? Segundo um estudo da revista Nature o ouvido humano possui uma acuidade sem paralelo entre os mamíferos (observar que estamos falando de tonalidade e não, altura ou intensidade do som). Podemos distinguir o som de uma parte dividida em doze de uma oitava. Mamíferos predadores não possuem tal requinte nos neurônios que partem do ouvido e chegam ao córtex, distinguindo apenas a terça parte de uma oitava (exceção talvez dos morcegos). Mesmo macacos não distinguem muitas notas, apenas a metade de uma oitava.
          Isso sugere que a percepção fina de sons não é uma característica fundamental para sobrevivência.
          O por quê dos seres humanos serem mais desenvolvidos na distinção de tons musicais ainda é uma incógnita, especula-se que facilita na memória e aprendizagem, mas ainda é um campo vasto a ser estudado.
Então... dizer que os cães e/ou gatos adoram ouvir Bach pode ser um erro, a menos que haja alguma harmonia nos Ultrassons que eles podem ouvir e nós não.                    
   

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Se consegues...

Se consegues...                                   começar seu dia sem cafeína,
Se consegues...                                  terminá-lo sem sedativos para dormir,
Se consegues...                                  estar de bom humor, sabendo ignorar seus males e suas dores
                                                         
Se consegues...                                  nunca se queixar e aborrecer os outros com seus problemas,

Se consegues...                                  entender quando os que te amam estão muito ocupados para te dispensar atenção,

Se consegues...                                  aceitar que te censurem por uma coisa que não fez,
                                                         
Se consegues...                                  acreditar que cuidarão de ti até o fim de sua vida,


Se consegues...                                  aceitar todas as críticas sem se magoar,

Se consegues...                                  aceitar a grosseria de certas pessoas sem nunca as corrigir,

Se consegues...                                  enfrentar a vida sem nunca mentir ou falsear,

Se consegues...                                  descontrair sem nunca tomar uma gota de álcool,

Se consegues...                                  dizer honestamente, do fundo do seu coração que não tem nenhum preconceito,


Se consegues...                                  comer a mesma comida todos os dias e ser feliz por isso,

Se consegues amar...                          sem esperar nada em troca...
Então, consegues ser quase tão perfeito quanto um cão.

Autor desconhecido.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Frase

"Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante".

                                                                   Albert Schwweitzer (Nobel da Paz de 1952).

"Está nas mãos dos homens a harmonia ou a destruição de sua própria espécie"

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Guia Canino para Viver Bem

1. Nunca deixe passar a oportunidade de sair para um passeio.
2. Experimente a sensação do ar fresco e do vento na sua face por puro prazer.
3. Quando alguém que você ama se aproximar, corra para saudá-la(o).
4. Quando houver necessidade, pratique a obediência.
5. Deixe os outros saberem quando invadiram o seu território.
6. Sempre que puder, tire uma soneca e se espreguice antes de se levantar.
7. Corra, pule e brinque diariamente.
8. Coma com gosto e entusiasmo, mas pare quando estiver satisfeito.
9. Seja sempre leal.
10. Nunca pretenda ser algo que você não é.
11. Se o que você deseja está enterrado, cave até encontrar.
12. Quando alguém estiver passando por um mau dia, fique em silêncio, sente-se próximo e, gentilmente, tente agradá-lo.
13. Quando chamar a atenção, deixe alguém tocá-lo.
14. Evite morder quando apenas um rosnado resolver.
15. Nos dias mornos, deite-se de costas sobre a grama.
16. Nos dias quentes, beba muita água e descanse embaixo de uma árvore frondosa.
17. Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo.
18. Não importa quantas vezes for censurado, não assuma a culpa que não tiver e não fique amuado... corra imediatamente de volta para seus amigos.
19. Alegre-se com o simples prazer de uma caminhada.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Filosofia do Gato

           Olho para o meu gato e medito. Medito teologias. Diziam os teólogos de séculos atrás que a harmonia da natureza deve ser o espelho onde os seres humanos devem buscar suas perfeições. O gato é um ser da natureza. Olho para o gato como um espelho. Não percebo nele nenhuma desarmonia. Sinto que devo imitá-lo.
           Camus observou que o que caracteriza os seres humanos é a sua recusa a serem o que são. Eles não estão felizes com o que são. Querem ser outros, diferentes. Por isso somos neuróticos, revolucionários e artistas. Do sentimento de revolta surgem as criações que nos fazem grandes. Mas nesse momento eu não quero ser grande. Quero simplesmente ter a saúde de corpo e de alma que tem o meu gato. Ele está feliz com a sua condição de gato. Não pensa em criações que o farão grande.
            Ele dorme. Nesse momento ele é um monge budista: nenhum desejo o perturba. Desejos são tremores na placidez da alma. Ter um desejo é estar infeliz: falta-me alguma coisa, por   isso desejo... Do desejo nasce a insônia. Não tenho sono porque o desejo não me deixa dormir. Mas para o meu gato nada falta. Ele é um ser completo. Por isso ele pode se entregar ao calor do momento presente sem desejar nada. E esse “entregar-se ao momento presente sem desejar nada” tem o nome de preguiça. Preguiça é a virtude dos seres que estão em paz com a vida.
             Por pura brincadeira escrevi um livrinho sobre demônios e pecados. Os demônios continuam soltos pelo mundo do jeito como sempre estiveram. Só que agora fazem uso de disfarces. Até se rebatizaram com nomes diferentes, científicos. Lidando com os demônios eu usei palavras filosóficas e psicanalíticas de exorcismo. Lidando com os pecados eu usei palavras éticas de condenação.
             Tudo ia muito bem até que cheguei ao pecado da preguiça, que deveria ser condenado. Preguiça é fazer nada. Nossa tradição religiosa nada sabe da espiritualidade oriental do Taoísmo que faz do “fazer nada”, “wu-wei”, a virtude suprema.
             E aí, então, aquilo que deveria ser uma condenação do pecado da preguiça virou um elogio às delícias e virtudes da preguiça.
             Alguém disse que preferia os gatos aos cachorros porque há cães com vocação e profissão policiais, mas não há gatos policiais nem por vocação e nem por profissão. Policiais existem para fazer cumprir e lei, o dever. Dentro de mim, desgraçadamente, mora aquele cão policial a que Freud deu o nome de “super-ego”: ele rosna ameaças e culpas todas as vezes em que me deito na rede.
             Meu gato, na sua imperturbável preguiça, me dá uma lição de filosofia. Não me dá ordens. Ele deve ter aprendido do Tao-Te-Ching que diz que o homem verdadeiramente bom não faz coisa alguma...
Estou velho e quero que me seja dado o privilégio de me entregar à filosofia do meu gato: fazer nada. Com consciência limpa repetir com Fernando Pessoa: “Ai que prazer não cumprir um dever. Ter um livro para ler e não o fazer...”
             Assim, proponho que se acrescente aos direitos humanos já escritos, um outro, para os velhos: “Todos os velhos têm o direito à felicidade da preguiça”. Pois, como o Riobaldo disse: “Ah, a gente, na velhice, carece de ter sua aragem de descanso...?”
             Assim, “vou descansar meu fardo no chão,
             À margem do rio...
            Não vou mais me preocupar com a guerra...
            Vou por no chão minha espada e meu escudo,
            À margem do rio...?
            Como o está fazendo agora o meu gato, dormindo deitado sobre a minha mesa de trabalho”.

                                                                                      Rubem Alves

Cães Famosos

           Quando se pensa em cães famosos logo se pensa em: Lassie e Rin-tin-tin, personagens da ficção que o cinema e a televisão imortalizaram.
           Mas existem cães que se tornaram célebres na vida real... por atos de heroismo, fidelidade e coragem. Os exemplos são muitos, mas vamos destacar apenas três que são mundialmente conhecidos:

           BALTO: foi um cão vira-lata, metade husky siberiano, metade lobo, conhecido por sua astúcia. Vivia na cidade de Nome, no Alasca. Balto nasceu em 1919, em uma data imprecisa, aos cuidados do norueguês Leonhard Seppala, criador de husky siberiano e corredor de trenó, Balto foi “descartado” como reprodutor, sendo cadastrado aos seis meses de idade, devido ao fato de não se enquadrar no perfil de cão de corrida. Entretanto, Balto foi empregado nas tarefas de mineração e, aos olhos de Seppala, possuía características de um cão líder. Em 1925 houve uma epidemia de difteria em Nome que se alastrou entre as crianças da cidade. Por causa das nevascas, que bloquearam todos os meios de comunicação, era impossível a chegada de medicamentos. A única solução para obter os remédios seria a utilização de um trenó puxado por uma matilha de cães. Foi através de 20 condutores de trenó com 150 cães em um processo de revezamento com pontos de trocas, cobrindo o equivalente a mais de mil quilômetros em um tempo recorde de pouco mais de cinco dias a solução encontrada para o transporte, constituindo assim a “Corrida do Soro”, ou “Great Race of Mercy”. Entre cães e condutores, algumas figuras se destacam, como o condutor Gunnar Kaasen e Balto. Estes percorreram os 85 quilômetros finais do trajeto entre as cidades de Bluff até Nome, sendo o cão glorificado e reconhecido por todos os Estados Unidos como um herói. Uma estátua de Balto foi erguida em Nova Iorque para homenagear todos os cães que participaram da corrida. Em 1995, a Universal Pictures lançou um filme de animação chamado Balto, inspirado nos acontecimentos de 1925.
Estátua de Balto no Central Park
Balto empalhado - Museu de História Natural de Cleveland
            LAIKA: foi o primeiro ser vivo terrestre a orbitar a Terra e o fez a bordo da nave soviética Sputnik II, em 3 de novembro de 1957, um mês depois do lançamento do satélite Sputnik I, o primeiro objeto artificial a entrar em órbita. Laika era uma cadela que vivia solta nas ruas de Moscou, pesava aproximadamente seis quilos e tinha três anos de idade quando foi capturada para o programa espacial soviético. Originalmente a chamaram Kudryavka (crespinha), depois Zhuchka (bichinho), e logo Limonchik (limãozinho), para finalmente chamá-la de Laika (raça de cães da Sibéria. tradução literal: "que ladra") devido à sua raça. Os cães capturados eram mantidos num centro de investigação nesta cidade, e três deles foram avaliados e treinados para as demandas da missão: Laika, Albina e Mushka. Albina foi lançada duas vezes em um foguete para provar sua resistência nas grandes alturas, e Mushka foi utilizada para o teste da instrumentação e dos equipamentos de suporte vital. Laika foi selecionada para participar da missão orbital, e Albina como a principal substituta. Seu treinamento estava a cargo do cientista Oleg Gazenko. O treinamento consistia em acostumar os cães ao ambiente que encontrariam na viagem, como o espaço reduzido da cápsula, os ruídos, vibrações e acelerações. Como parte do treinamento, a aceleração das decolagens era simulada através da força centrífuga imposta na cápsula onde os animais se introduziam. Durante estas atividades, seu pulso chegava a duplicar e sua pressão sanguínea aumentava em 30–65 mm-Hg. O mesmo processo geral seria utilizado mais tarde no treinamento dos cosmonautas soviéticos. A adaptação dos animais ao confinado espaço do Sputnik II exigiu que permanecessem em compartimentos cada vez menores por até vinte dias. O confinamento forçado provocou distúrbios nas funções excretoras dos animais, incrementando sua agitação e deteriorando sua condição física geral. Em 31 de outubro de 1957, três dias antes do lançamento, Laika foi colocada no Sputnik II, no cosmódromo de Baikonur, no atual Cazaquistão. Dado que as temperaturas no local de lançamento eram extremamente baixas, a cápsula requereu conservação térmica, através de um aquecedor externo e de uma mangueira. Dois assistentes estavam encarregados de vigiar Laika constantemente antes do começo da missão. Bem antes do lançamento, em 3 de novembro de 1957, a pelagem da Laika foi limpa com uma solução de etanol, e pintaram-na com iodo nas áreas onde ela levaria sensores para vigiar suas funções corporais. Laika morreu entre cinco e sete horas depois do lançamento, bem antes do planejado. A causa de sua morte, que só foi revelada décadas depois do voo, foi, provavelmente, uma combinação de estresse sofrido e o superaquecimento, talvez ocasionado por uma falha no sistema de controle térmico da nave. Apesar do acidente, essa experiência demonstrou ser possível para um animal suportar as condições de microgravidade, abrindo caminho assim para participação humana em voos espaciais. Em 11 de abril de 2008 foi inaugurado um monumento em honra à cadela Laika no centro de Moscou. O monumento foi colocado em uma alameda perto do Instituto de Medicina Militar, onde ocorreram há mais de meio século os experimentos científicos com a participação da célebre cadela. A figura de bronze, de dois metros de altura, representa um dos segmentos de um foguete espacial, que se transforma em uma mão humana, sobre a qual está o corpo de Laika 

Estátua Laika na Capital Russa Moscou


Laika dentro de sua cápsula



            HACHIKO: foi um cão da raça Akita nascido em 10 de novembro de 1923 na cidade de Ōdate, na Prefeitura de Akita. É lembrado por sua lealdade a seu dono, que perdurou mesmo após a morte deste.Em 1924 Hachikō foi trazido a Tóquio pelo seu dono, Hidesaburō Ueno, um professor do departamento de agricultura da Universidade de Tóquio. O professor Ueno, que sempre foi um amante de cães, nomeou-o Hachi (Hachikō é o diminutivo de Hachi) e o encheu de amor e carinho. Hachikō acompanhava Ueno desde a porta de casa até a não distante estação de trens de Shibuya, retornando para encontrá-lo ao final do dia. A visão dos dois, que chegavam na estação de manhã e voltavam para casa juntos na noite, impressionava profundamente todos os transeuntes. A rotina continuou até maio do ano seguinte, quando numa tarde o professor não retornou em seu usual trem, como de costume. A vida feliz de Hachikō como o animal de estimação do professor Ueno foi interrompida apenas um ano e quatro meses depois. Ueno sofrera um AVC na universidade naquele dia, nunca mais retornando à estação onde sempre o esperara Hachikō.
            Depois que seu dono morreu, Hachikō foi enviado para viver com parentes do professor Ueno, que morava em Asakusa, no leste de Tóquio. Mas ele fugiu várias vezes e voltou para a casa em Shibuya, e quando um ano se passou e ele ainda não tinha se acostumado à sua nova casa, ele foi dado ao ex-jardineiro do Professor Ueno, que conhecia Hachi desde que ele era um filhote. Mas Hachikō fugiu daquela casa várias vezes também. Ao perceber que seu antigo mestre já não morava na casa em Shibuya, Hachikō ia todos os dias à estação de Shibuya, da mesma forma como ele sempre fazia, e esperou que ele voltasse para casa. Todo dia ele ia e procurava a figura do professor Ueno entre os passageiros, saindo somente quando as dores da fome o obrigavam. E ele fez isso dia após dia, ano após ano, em meio aos apressados passageiros. Hachikō esperava pelo retorno de seu dono e amigo. A figura permanente do cão à espera de seu dono atraiu a atenção de alguns transeuntes. Muitos deles, frequentadores da estação de Shibuya, já haviam visto Hachikō e o professor Ueno indo e vindo diariamente no passado. Percebendo que o cão esperava em vão a volta de seu mestre, ficaram tocados e passaram então a trazer petiscos e comida para aliviar sua vigília. Por 10 anos contínuos Hachikō aparecia ao final da tarde, precisamente no momento de desembarque do trem na estação, na esperança de reencontrar-se com seu dono. Hachikō finalmente começou a ser percebido pelas pessoas na estação de Shibuya. Naquele mesmo ano, um dos fiéis alunos de Ueno viu o cachorro na estação e o seguiu até a residência dos Kobayashi, onde conheceu a história da vida de Hachikō. Coincidentemente o aluno era um pesquisador da raça Akita, e logo após seu encontro com Hachikō, publicou um censo de Akitas no Japão. Na época havia apenas 30 Akitas puro-sangue restantes no país, incluindo Hachikō da estação de Shibuya. O antigo aluno do Professor Ueno retornou frequentemente para visitar o cachorro e durante muitos anos publicou diversos artigos sobre a marcante lealdade de Hachikō. Sua história foi enviada para o Asahi Shinbun, um dos principais jornais do país, que foi publicada em setembro de 1932. O escritor tinha interesse em Hachikō, e prontamente enviou fotografias e detalhes sobre ele para uma revista especializada em cães japoneses. Uma foto de Hachikō tinha também aparecido em uma enciclopédia sobre cães, publicada no exterior. No entanto, quando um grande jornal nacional assumiu a história de Hachikō, todo o povo japonês soube sobre ele e se tornou uma espécie de celebridade, uma sensação nacional. Sua devoção à memória de seu mestre impressionou o povo japonês e se tornou modelo de dedicação à memória da família. Pais e professores usavam Hachikō como exemplo para educar crianças.
           Em 21 de Abril de 1934, uma estátua de bronze de Hachikō, esculpida pelo renomado escultor Tern Ando, foi erguida em frente ao portão de bilheteria da estação de Shibuya, com um poema gravado em um cartaz intitulado "Linhas para um cão leal".

Foto de Hachiko (1932)

Estátua de Hachiko na estação de Shibuya
(*) fonte Wikipedia.

           Esses três cães marcaram sua presença no mundo salvando vidas, dando exemplos... Merecem nossa homenagem por tudo que sofreram por nós... seres humanos.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Pensamentos

"Os cães são o nosso elo com o paraíso. Eles não conhecem a maldade, a inveja ou o descontentamento. Sentar-se com um cão ao pé de uma colina numa linda tarde, é voltar ao Éden onde ficar sem fazer nada não era tédio, era paz." (Milan Kundera)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Motivação - Daniel Godri

         Palestra sobre motivação de Daniel Godri dissertando sobre o "funcionário cachorro" e "funcionário gato". Muito engraçado e interessante:

Simon's Cat

Acho esse desenho melhor que o Garfield... Pelo menos quando o assunto é manias dos animais. Divirtam-se!!

Veterinária Virtual

Achei esse joguinho on-line num momento de completo tédio. Foi um bom passatempo... fácil fazer consultas assim...háháhá!



http://www.centrodejogos.com.br/meninas/veterinaria-860.html

Obs.: Demora um pouco para carregar e acaba rapidinho, bom para crianças na pré-escola.

sábado, 21 de maio de 2011

Exemplos de Superação

             Quando penso em "super-homem" não penso no personagem de quadrinhos de cueca de fora e capa esvoaçante... Penso justamente o contrário... Penso em pessoas que apesar de suas deficiências conseguiram ser cidadãos respeitáveis e admirados pelas suas obras. Exemplos existem muitos no nosso cotidiano... Anônimos... mas que exercem forte influência por onde passam. Vou citar dois que estão longe de ser anônimos e exercem a mesma força mesmo sem conhecê-los pessoalmente:
              - Nick Vujicic: Palestrante motivacional de renome e escritor bem sucedido. Nasceu com síndrome de Tetra-amelia... esse senhor não tem braços ou pernas. Foi impedido de frequentar a escola regular, mas foi um dos primeiros deficientes físicos a se graduar em escolas normais. Aprendeu a duras penas a se tornar independente (imagine fazer coisas simples como pentear o cabelo, atender um telefone, trocar de roupa... sem braços ou pernas!), sofreu bullying na escola, pensou em suicídio... Se as dificuldades nos fazem fortes Nick é campeão olímpico de levantamento de peso. Hoje tem dois diplomas (Contabilidade e Planejamento Financeiro) e é fundador da ONG - Life without Limbs (Vida sem membros).

                 - Stephen Hawking: é um físico teórico e cosmólogo britânico e um dos mais consagrados cientistas da atualidade. Doutor em cosmologia, foi professor lucasiano de matemática na Universidade de Cambridge. Hawking é portador de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma rara doença degenerativa que paralisa os músculos do corpo sem, no entanto, atingir as funções cerebrais, sendo uma doença que ainda não possui cura. A doença foi detectada quando tinha 21 anos. Em 1985 teve que submeter-se a uma traqueostomia em decorrência do agravamento da ELA (ALS, sigla em inglês) após ter contraído pneumonia e, desde então, utiliza um sintetizador de voz para se comunicar. Gradualmente, foi perdendo o movimento dos seus braços e pernas, assim como do resto da musculatura voluntária, incluindo a força para manter a cabeça erguida, de modo que sua mobilidade é praticamente nula. Obras: Uma breve História do tempo, Universo numa casca de noz, entre outros... Prêmios e Medalhas: Medalha de ouro da Royal Astronomical Society, Medalha Copley da Royal Society,  Medalha Albert Einstein e outros... Descobriu um tipo de partícula subatômica emitida por buracos negros que levam o nome de "Radiação Hawking". O asteróide 7672 Hawking é assim chamado em sua homenagem.

              E exemplos de Super-Cães??? Ahá... temos também... exemplos de cães que superaram deficiências e levam alegria e são exemplos de força de vontade:
              Faith: Nasceu com duas patas traseira e apenas uma dianteira. Teve dificuldades para mamar e foi rejeitada pela mãe. Aos sete meses a pata dianteira começou a atrofiar devido à sua má-formação e foi amputada. Os veterinários aconselharam eutanásia, mas a idéia foi rejeitada pelo dono. Incentivada com manteiga de amendoim, Faith aprendeu a sentar com as patas traseira e, depois a se levantar. Faith aprendeu a andar sozinha sobre as duas patas quando um outro cão lhe roubou um osso e teve que recuperá-lo.

                  Dominic: Dominic é um Greyhound muito simpático. Nasceu com as quatro patas, mas devido a um acidente teve duas patas (uma traseira e uma dianteira) amputadas. Sua recuperação foi rápida e, hoje, ele praticamente desfruta de uma vida normal.

                 Para quem ainda quer saber mais sobre esses super-seres vou deixar alguns vídeos que vão divertir e emocionar:









terça-feira, 17 de maio de 2011

Felicidade

  Quem sou eu para falar em felicidade se nem os filósofos mais eruditos mal tocaram no assunto? Hobbes, Nietzsche, Schopenhauer... tocaram mais nos defeitos dos seres humanos do que encontraram soluções para seus dilemas existenciais. Talvez por isso as religiões levam vantagem sobre o raciocínio cético quando o assunto é "se sentir feliz".
   Nas minhas humildes pesquisas sobre o assunto descobri algumas idéias que seria interessante dividir com vocês:
    1) Felicidade deve ser diferenciado de Prazer: parece óbvio, mas quando vemos os objetivos de vida das pessoas, todas parecem correr atrás do prazer. Prazer é uma coisa momentânea tipo saborear um chocolate: delicioso na primeira mordida, não tanto na quinta e detestável no quarto ovo de Páscoa de 1kg. Prazer (para mim, pois desconheço a origem etmológica da palavra) está mais ligado ao físico, pois a palavra está mais ligada ao sentido sexual de nossa vida. De qualquer forma, enjoamos rapidamente daquilo que nos dá prazer e passamos mal se exageramos na dose.
       E a Felicidade? essa eu definiria mais como uma "sensação", aquela satisfação de dever cumprido quando ajudamos uma pessoa em apuros e nem nos damos conta de quem era ou, se iria nos agradecer. A sensação de quando encontramos uma pessoa querida por afinidade não por interesse ou, ainda o sentimento de se sentir útil e importante... fazer a diferença. Ou ainda...resumindo...: a alegria da simplicidade.
    2) Felicidade está ligada ao seu objetivo na vida (os sonhos de cada um) e, claro...que esse objetivo vise o bem-estar ou progresso da coletividade. Um objetivo egoísta que só traga malefícios para quem estiver perto não faz ninguém feliz.
    3) Manter a mente ligada em sentimentos e pensamentos solidários.
    Se eu estiver no caminho certo.... Agora.... olhe para baixo e veja seu animalzinho de estimação.
    Pode parecer loucura, mas ele tem muito a te ensinar sobre felicidade:
    1) Ele vive tentando te alegrar de uma forma ou de outra. Um agrado seu é o paraíso e ele quer sempre mais.
    2) O objetivo da vida dele é te ver feliz.
    3) A mente dele só tem um pensamento: conseguir te alegrar.
    Ora, bolas... se ele consegue por que nós não??

Agora uma fábula budista:

Um dia, perguntaram a um grande mestre quem o havia ajudado a atingir a iluminação, e ele respondeu: "Um cachorro".

Os discípulos, surpresos, quiseram saber o que havia acontecido, e o mestre contou:

— Certa vez, eu estava olhando um cachorro, que parecia sedento e estava parado em frente a uma poça d'água. Toda vez que ele ia beber, via a sua imagem refletida e pensava ser outro cão, então se assustava e recuava. O cachorro, então, fez uma cara de assustado, e a imagem o imitou. Ele fez cara de bravo, e a imagem o arremedou. Então, ele fugiu de medo e ficou observando, distante, durante longo tempo, a água. Quando a sede aumentou, ele voltou, repetiu todo o ritual e fugiu novamente. Finalmente, a sede era tamanha que abandonou o medo e se atirou para dentro d'água, com isso o reflexo desapareceu. O cão observou que o obstáculo (que era ele próprio), a barreira, entre ele e o que buscava havia se desvanecido. Da mesma forma, meu obstáculo se desvaneceu quando eu soube que aquilo que eu pensava ser eu mesmo, era o próprio obstáculo. Desde esse dia, percebi que, sempre que eu me aproximava de alguém, via minha imagem refletida, fazia cara de bravo e fugia assustado. E ficava, de longe, sonhando com esse relacionamento que eu queria para mim. E o meu caminho foi-me mostrado, primeiro, pelo comportamento de um cão Esse cachorro me ensinou que eu precisava entrar em contato com a minha sede e mergulhar no amor, sem me assustar com as imagens que eu ficava projetando nos outros.

Somente uma pessoa a caminho da iluminação consegue tirar uma lição de vida das coisas mais simples.
Um homem que está pronto para aprender pode aprender de qualquer lugar; outro que não está pronto não consegue aprender mesmo de um Buda. Depende de você.
Um cão pode se transformar num deus, se você estiver pronto a aprender, estar pronto para aprender significa estar aberto a todas possibilidades, sem preconceito. De outro modo... quem observaria um cão?
   

terça-feira, 10 de maio de 2011

Síndrome de Ehlers-Danlos

       Outro dia, assistindo a um programa de variedades estilo "acredite se quiser", foi anunciado um rapaz de nome Gary Turner que fazia coisas incríveis com a própria pele. Ele esticava a pele do pescoço até tapar a própria boca e também conseguia puxar a pele da barriga e servir um copo de refrigerante e um hamburger em cima dela. Realmente incrível, mas infelizmente é uma patologia já documentada: a Síndrome de Ehlers-Danlos ou também chamada de Astenia cutânea ou, ainda, Dermatosparaxe.
               

        Bom... e o que o tal de Gary Turner está fazendo num blog sobre veterinária? Ocorre que essa patologia também acomete cães e gatos.
        A Síndrome de Ehrlers-Danlos é uma patologia hereditária caracterizada por hiperextensibilidade e fragilidade cutânea acima da média devido à síntese anormal de fibras e colágeno. Um dos problemas dessa patologia é que, devido à fragilidade da pele, lesões pequenas frequentes acabam ficando extensas por causa dessa característica de "elasticidade" da pele. As articulações também sofrem frouxidão e a patologia favorece luxações do cristalino e catarata nos olhos.
        O diagnóstico é feito pelo índice de flexibilidade cutânea (cálculo baseado na altura da pele na parte dorsal e o comprimento do animal). Histopatológico também pode ser realizado identificando a alteração do colágeno, mas é melhor caracterizado pela microscopia eletrônica.
         Curioso para ver os "cães e gatos elásticos"? Aqui alguns exemplos que achei na internet:

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Cães que trabalham

          Talvez o termo "animal de companhia", quando relacionado ao cão, seja incorreto, ou pelo menos, incompleto. Cães já fazem parte de nossa história antes do desenvolvimento da escrita. Alguns pesquisadores defendem até que a evolução do ser humano se deve, em parte, por essa associação amigável: o ancestral humano, com a companhia dos ouvidos apurados do cão, pôde dormir mais tranquilo (desenvolvendo melhor o cérebro) enquanto o cão guardava sua segurança. E, não houve tanta necessidade de desenvolver o olfato, uma vez que o cão tinha o faro muito melhor que o dele. Tudo isso em troca de alguns restos de comida que o caçador humano (muito mais eficaz) deixava em sua caverna.
           Bom, teorias à parte, o cão já trabalha para nós há muito tempo. Por exemplo:


- Auxiliando na caça: 



- Pastoreio: 



- Transporte:



- Proteção:

Com o desenvolvimento tecnológico (armas mais eficazes, criação de animais em confinamento, meios de transporte mais velozes...) algumas funções foram relegadas a segundo plano e o cão foi promovido de "auxiliar" para membro da família.

Com a intimidade e afeição na relação com os animais e progresso social do ser humano foram agregadas novas funções para os cães. Agora, esses companheiros de longa data, desenvolvem um trabalho mais humanitário que enchem de orgulho seus proprietários e cuja importância somente pode ser sentida pelos que receberam a ajuda desses pequenos heróis:

- Cães Guia de Cegos:

Os cães (que têm uma visão periférica melhor que a nossa) conseguem perceber perigos ao redor mais rápido, sendo perfeitos para ajudar na independência de pessoas com problemas de visão. Como um verdadeiro amigo ele não tira a dignidade ao ajudar e trabalha apenas por um prato de comida e carinho.

- Cães farejadores:
     

  
São fundamentais no trabalho de busca de pessoas desaparecidas e corpos soterrados em catástrofes naturais ou não. Não inventaram nenhum aparelho que substitua o olfato canino, podendo ser também usados para tarefas não tão nobres como: procura de drogas e bombas em aeroportos e afins.

- Cães Terapêutas: 
  
    

  
Cães terapêutas são utilizados em hospitais, asilos, centros de reabilitação, creches... etc. Funcionam em conjunto com a Fisioterapia como incentivo no progresso cinestésico do paciente, na Psiquiatria como ajuda na socialização da pessoa especial, como Terapia Ocupacional em pacientes internados aliviando a tensão do ambiente hospitalar...etc.

    O cão é o animal mais íntimo do ser humano. A ligação entre o homem civilizado com a natureza selvagem. Ele mais uma vez será responsável pela evolução humana... Dessa vez não da parte anatômica, mas sim, da parte filosófica e espiritual do homem.