terça-feira, 10 de maio de 2011

Síndrome de Ehlers-Danlos

       Outro dia, assistindo a um programa de variedades estilo "acredite se quiser", foi anunciado um rapaz de nome Gary Turner que fazia coisas incríveis com a própria pele. Ele esticava a pele do pescoço até tapar a própria boca e também conseguia puxar a pele da barriga e servir um copo de refrigerante e um hamburger em cima dela. Realmente incrível, mas infelizmente é uma patologia já documentada: a Síndrome de Ehlers-Danlos ou também chamada de Astenia cutânea ou, ainda, Dermatosparaxe.
               

        Bom... e o que o tal de Gary Turner está fazendo num blog sobre veterinária? Ocorre que essa patologia também acomete cães e gatos.
        A Síndrome de Ehrlers-Danlos é uma patologia hereditária caracterizada por hiperextensibilidade e fragilidade cutânea acima da média devido à síntese anormal de fibras e colágeno. Um dos problemas dessa patologia é que, devido à fragilidade da pele, lesões pequenas frequentes acabam ficando extensas por causa dessa característica de "elasticidade" da pele. As articulações também sofrem frouxidão e a patologia favorece luxações do cristalino e catarata nos olhos.
        O diagnóstico é feito pelo índice de flexibilidade cutânea (cálculo baseado na altura da pele na parte dorsal e o comprimento do animal). Histopatológico também pode ser realizado identificando a alteração do colágeno, mas é melhor caracterizado pela microscopia eletrônica.
         Curioso para ver os "cães e gatos elásticos"? Aqui alguns exemplos que achei na internet: