quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Dizer adeus...

     
       Sempre quando um bichinho de estimação morre, seu proprietário sempre solta a mesma frase: "Nunca mais vou pegar outro animal de estimação, a gente sofre demais quando perde". E eu sempre repito: "A vida é assim mesmo, já imaginou se o cão (ou gato) vivesse muitos anos e houvesse a necessidade de repassar a responsabilidade de criá-los a nossos filhos e netos? O que se deve pôr na balança é o seguinte: num lado a alegria da convivência e do outro a tristeza de perdê-lo. Se a balança pender para a alegria... tenha outro com certeza". Na maioria dos casos o cliente volta com um novo filhotinho.
        Isso me faz pensar no desejo do homem de que tudo que é bom tem que ser eterno: a Família, o Casamento, os Amigos, o Amor, o Dinheiro, a Saúde...etc... etc... Mas a realidade nos coloca sempre à prova, e como um rio que corre montanha abaixo, nada é permanente, tudo muda, tudo se transforma.
        "Impermanência" esse é o termo usado pelas religiões orientais e cujo significado deve ser meditado. Isso não significa que você deva se desligar de tudo que é bom ou ruim, mas aproveitar o momento e se deliciar com fatos e sentimentos que afloram em cada mudança de sua vida (mesmo os de dor, o que deve ser extremamente difícil...)
        De qualquer forma, transforme-se, para que nesses momentos tristes, a despedida seja feita com elegância. Ninguém pode imaginar a dor que está sentindo por dentro, então porque tentar demonstrá-la para fora?
        E assim como tudo se transforma, o melhor jeito de transformar um amor perdido é transferi-lo para outro ser.