quinta-feira, 21 de julho de 2011

Amor e Paixão

         
            Não... esse texto nem de longe vai ser meloso ou divagar sobre sentimento de duas pessoas (minhas qualidades poéticas não chegam perto de definir sentimentos em palavras). Vamos falar de algo bem menos romântico: hormônios e neurotransmissores.
            Pode uma pessoa amar uma pessoa, apaixonar-se por uma segunda e sentir desejo sexual por uma terceira? Segundo a antropóloga Helen Fisher...sim.
            O desejo sexual, logicamente, está ligado aos hormônios sexuais. Testosterona, principalmente.
            A paixão está ligada a altos níveis de Dopamina e Norepinefrina. Sendo que, aquele sentimento doentio e obsessivo está ligado à baixos níveis de serotonina e, o amor à primeira vista ao neurotransmissor Feniletilamina.
            O amor duradouro, sentimento de carinho e de proteção está ligado à Ocitocina. A Ocitocina estimula regiões do cérebro ligadas à emoção e ao prazer, induzindo à uma sensação gratificante. Essa substância é liberada em grande quantidade na indução do parto e na amamentação, isso explica a ligação intensa entre mãe e filho. Mas essa ação vai além do relacionamento maternal: amizades à toda prova com quem se pode desabafar tudo e existe uma confiança plena, casais que substituiram a paixão por cumplicidade e confiança...
             Segundo pesquisas quando os níveis de Ocitocina são aumentados as pessoas experimentam também uma redução dos corticosteróides endógenos que nada mais são que os hormônios do stress danosos ao organismo.
             Cães, gatos e outros animais de estimação podem aumentar os níveis de Ocitocina, principalmente quando a relação é intima e agradável. Crianças intimamente ligadas aos animais tendem a ser menos inibidas socialmente, justamente pelos níveis desse hormônio, ligado ao sentimento de proteção e aconchego que o bichinho proporciona.
             Quer viver mais? Então tenha um amor para vida toda, amigos sinceros e um bichinho de estimação bem íntimo seu.