sábado, 17 de setembro de 2011

Solidariedade

       
            Hoje assisti ao programa do Serginho Groisman "Globo Cidadania", que juntou os programas: Ação, Globo Universidade, Amigos da Escola, Globo Ciência. Em certa parte do programa passou um médico que fez de um barco um mini-hospital e leva assistência médica às regiões de difícil acesso na região do rio Tapajós, na Amazônia.
            Incrível... um trabalho difícil... mas você via satisfação no rosto dos funcionários e dos pacientes, diferente das caras carrancudas dos hospitais particulares e públicos que frequentamos por aí.
            Percebo que resta uma esperança para a humanidade... Alguns de nós estão tentando caminhar para um futuro melhor onde não existe diferenças de nacionalidade, raça, religião, sobrenome e espécie.
            Para isso, o ser humano deve se despir da vaidade, egoísmo e avareza; pois a vontade de ajudar nos parecer ser inerente. Talvez o problema seja que, na maioria das vezes, respeitamos mais qualidades errôneas do ser humano: Admiramos mais o "mega-empresário" do que o varredor de rua trabalhando com prazer.
            O mundo parece estar sofrendo uma mudança radical... estamos "globalmente" mais próximos do que nunca, estamos mais conscientes da fragilidade do ser humano frente à natureza, estamos mais sensíveis ao sofrimento alheio, estamos menos condescendentes com o preconceito e escravidão.
             Precisamos mesmo de mudanças... o homem, até agora, se assemelhou a um vírus no planeta (se multiplicou e apenas destruiu). Observe que o berço da humanidade (segundo pesquisadores) é a África, a região mais pobre e faminta do planeta atualmente; o berço da civilização (Oriente Médio) é sinônimo de conflitos e guerras hoje em dia e; finalmente, o berço das artes e filosofia (Grécia) está passando por grave crise econômica semelhante ao da América do Sul a 20 anos atrás.
             Ou o ser humano muda e se transforma de vírus patológico para vírus simbiótico, ou o planeta vai adoecer tanto que não haverá remédio que cure a infecção e ambos perecerão.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Dizer adeus...

     
       Sempre quando um bichinho de estimação morre, seu proprietário sempre solta a mesma frase: "Nunca mais vou pegar outro animal de estimação, a gente sofre demais quando perde". E eu sempre repito: "A vida é assim mesmo, já imaginou se o cão (ou gato) vivesse muitos anos e houvesse a necessidade de repassar a responsabilidade de criá-los a nossos filhos e netos? O que se deve pôr na balança é o seguinte: num lado a alegria da convivência e do outro a tristeza de perdê-lo. Se a balança pender para a alegria... tenha outro com certeza". Na maioria dos casos o cliente volta com um novo filhotinho.
        Isso me faz pensar no desejo do homem de que tudo que é bom tem que ser eterno: a Família, o Casamento, os Amigos, o Amor, o Dinheiro, a Saúde...etc... etc... Mas a realidade nos coloca sempre à prova, e como um rio que corre montanha abaixo, nada é permanente, tudo muda, tudo se transforma.
        "Impermanência" esse é o termo usado pelas religiões orientais e cujo significado deve ser meditado. Isso não significa que você deva se desligar de tudo que é bom ou ruim, mas aproveitar o momento e se deliciar com fatos e sentimentos que afloram em cada mudança de sua vida (mesmo os de dor, o que deve ser extremamente difícil...)
        De qualquer forma, transforme-se, para que nesses momentos tristes, a despedida seja feita com elegância. Ninguém pode imaginar a dor que está sentindo por dentro, então porque tentar demonstrá-la para fora?
        E assim como tudo se transforma, o melhor jeito de transformar um amor perdido é transferi-lo para outro ser.