quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Casamento

        Unir duas pessoas diferentes para um convívio diário e, ainda, terem que estabelecer relações contraditórias entre ambos, talvez seja, um dos desafios mais completos para duas pessoas atualmente.
         Antigamente os casamentos duravam mais, afinal, ao contrário do que muita gente diz: Não era o amor que mantinha a união (coisa muito rara), o que estava em jogo era a estabilidade financeira e preconceito social que havia na época, principalmente para mulheres. O casamento era uma instituição econômica, fuga da solidão, sucessão através dos filhos e status social... realidade mais materialista do que acontece nas novelas.
          Hoje em dia, com a ascensão capitalista das mulheres, rompeu-se a dependência material que o homem exercia... e aí, meu caro... a coisa complicou bastante, e muito mais para o sexo masculino.
          Atualmente o "marido" tem que ser: melhor amigo, confidente, amante apaixonado... requisitos não essenciais há algumas décadas atrás; além de ser economicamente destacado... coisa que nunca se alterou, pois as mulheres desejam segurança e providência como na época das cavernas.
          O homem deve oferecer as necessidades de um vilarejo inteiro, tipo: Admiração e Senso de humor, Mistério e Identidade, Limite e Liberdade, Segurança e Popularidade, Surpresa e Continuidade, Conforto e Aventura... ser o Yin e Yang... dividir tarefas, dar carinho e compreensão, educar os filhos... acabou-se o senhorio da casa que provinha apenas o sustento e era tratado como rei.
           Com exigências impossíveis de ambos os lados é de se esperar a quantidade de separações e indivíduos, de ambos os sexos, solitários e sem vontade de se relacionar.
           Mas tudo isso pode ser contornado. Se houver respeito, amizade, confiança (esses uma vez quebrado não se conserta) ... as diferenças entre sexos podem ser minimizadas. O maior problema seria o trinômio AMOR, DESEJO e ROTINA.
           Como reativar a chama dos namoros da adolescência?
           Como desejar algo que já se tem?
           Bem... a atração pode ser reacendida nas seguintes situações:
            1) No reencontro (a saudade é um poderoso afrodisíaco).
            2) Olhar o(a) parceiro(a) nas atividades onde ele(a) se destaca, onde ele(a) está segura de si e essa visão deve ser a uma certa distância. Deve ser enxergado como alguém independente.
            3) Desejo é o contrário da necessidade da pessoa. Ela não precisa de mim e nem eu preciso dela. Apenas desejo a aproximação e, se ela se der, a felicidade acompanha.
            4) Novidade. Mudanças de atitude, atividades diferentes podem gerar admiração.
            5) Ciúme: essa pode ser uma arma perigosa. Também é um poderoso afrodisíaco, porém é ilusório nas suas intenções e objetivos... o feitiço pode se voltar contra o feiticeiro e ter um final desastroso.
         
            Os cães são campeões em demonstrar o desejo de nos ver... precisamos aprender mais com eles e mudar o conceito de "marido cachorro", pois esse ao meu ver parece o ideal feminino.