quarta-feira, 29 de maio de 2013

Cães Desportistas




        Esportes com cães não são novidade, mas muitos desconhecem as várias modalidades de atividade física e recreativa que os cães podem desempenhar. Vamos a algumas delas:

        - Agility: Mais famoso esporte canino. O cão, através de treinamento, tem de passar por vários obstáculos com a condução de seu dono à distância sem guia. Vence o mais rápido de sua categoria.
                                

        - Disc Dog: Utilizando um Frisbee (disco de arremesso) o cão pode fazer apresentações artísticas ou disputar distâncias e alturas de saltos.
                                
     
           - Surf Dog: Mais uma diversão que um esporte o Surf Dog já conta com competições nacionais e internacionais.
                                
           
               - Canicross: esporte relativamente novo. Consiste em completar trilhas ou corridas com a companhia de seu cão. Em casos competitivos ambos têm de ser atletas de alto nível.
                                525292 canicross o esporte para caes e donos Canicross: o que é
                                
       
           Existem outros esportes onde o cão é mais um instrumento... como corridas de cães (tipo corrida de cavalos) e os cães (galgos normalmente) perseguem um boneco de coelho e as pessoas fazem apostas. E as corridas de trenó de gelo. Mas essas corridas não entraremos em detalhes.
           Existe mais um esporte, mas esse é para poucos:

           Skate:
              

sábado, 18 de maio de 2013

Estudantes de Medicina

      Trabalho recentemente num biotério na cidade de Sorocaba na Faculdade de Medicina e Ciências Médicas da PUC. Num desses dias rotineiros, Marcos (*), funcionário do Laboratório de Microbiologia, estava indo para o Hospital Santa Lucinda coletar alguns exames, como o Biotério fica no caminho, deu uma passada, pois talvez precisasse de ajuda. Reinaldo(*) funcionário do Biotério me chamou para visitar o hospital, pois um parente estava em estado crítico internado no mesmo.
       A entrada do hospital público até que era apresentável, mas adentrando o prédio a coisa começou a ficar desagradável... instalações antigas e mal conservadas, corredores estreitos e mal projetados. Quando chegamos ao leito onde o parente de Reinaldo (*) estava internado fiquei atônito...
       O parente de Reinaldo(*) estava à beira da morte... câncer no fígado... sua irmã que o assistia, apenas esperava sua partida, já conformada com o destino.
       Enquanto Reinaldo(*) conversava com a parente, eu olhava para a situação dos internos. Numa sala pequena 06 pessoas na mesma situação do morimbundo. Casos críticos de pessoas que se tivessem como pagar um plano de saúde estariam na UTI do hospital, monitorados 24 horas... no entanto, a única coisa que tinham era um frasquinho de soro ligado à veia. O vizinho ainda tinha um monitor cardíaco e uma bomba de infusão ligados que de tão velhos pareciam que iriam falhar a qualquer momento, mais estranho ainda ver os pacientes sem uma roupa hospitalar com o peito nú, respirando com dificuldade. Camas descascando a tinta, janelas totalmente escancaradas que levavam a um terraço onde as visitas fumavam nesse local. A impressão que deu foi de um depósito de enfermos em fase terminal.
        Não imaginei que a situação do doente era tão crítica, pois entramos no quarto tranquilamente, sem identificação, com roupas normais.
        Estudantes de medicina se ajuntavam nos corredores perseguindo avidamente seus professores em busca de conhecimento.
        Me senti mal... por eles....
        Lembro-me de quando era estudante na faculdade. Aprendíamos o correto e tínhamos todo o aparato para efetuar os procedimentos perto da perfeição. Recordo com saudades de uma noite que ficamos com um cão internado 04 estudantes e o professor pedindo exames de gasometria no hospital humano de Botucatu, pois a faculdade de Veterinária não dispunha do equipamento e salvamos o animal... aprendemos a lutar pela vida de nossos pacientes e que valia a pena.
        Ver aqueles doentes esperando a morte, sem o mínimo de conforto e condições de tratamento pela falta de verba (provavelmente desviada pela política cruel) me deu uma sensação de impotência que nunca senti igual.
        Temo pelos médicos que podem sair de lá. Seres humanos tratados como sucata de um depósito de ferro-velho e jovens recebendo aquela carga de morte diariamente... penso que é uma dessensibilização exagerada que pode ser prejudicial.
         Eu somente aprendi os "quebra-galhos" fora da faculdade, alguns me chocam até hoje, outros se você não tem uma estrutura e clientes dispostos a pagar pelo correto, tendemos a aderir. Fico pensando em que tipo de profissional eu viraria se desde o primeiro ano da faculdade eu tivesse que aprender a decidir qual paciente valeria mais a pena utilizar esse ou aquele procedimento por falta de verba. Certamente seria bem mais frio e insensível com meus pacientes: vida e morte seriam apenas números... e, não seria minha culpa, isso é um modo de preservar a sanidade.
         Depois dessa experiência, não culpo mais os médicos de fugirem, literalmente, de trabalhar com funcionalismo público... é uma carga pesada demais....