sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Crescimento populacional

           "Mulheres mais inteligentes têm menos filhos e isso é um perigo para o progresso genético do ser humano... A humanidade está fadada à burrice"... essa é a idéia por trás das pesquisas realizadas por Satoshi Kanasawa, pesquisador sem credibilidade nenhuma e dono de uma vasta coleção de publicações racistas e de ética duvidosa, Um filme foi feito baseado nestas idéias, uma comédia chamada Idiocracia onde um homem é congelado e volta a viver num futuro onde imbecilidades são valorizadas no cotidiano. Apesar disso, a ironia nos faz pensar se não está na hora de controlarmos um pouco a natalidade em regiões onde a fome e a miséria se manifestam com muita intensidade.
           Um quadrinho chamado "A ilha de São Mateus" aponta para um problema relacionado ao crescimento populacional desenfreado. Nele se conta a história de cervos colocados numa ilha com abundância de alimentos e sem predadores. Os cervos, então, se reproduzem em larga escala, logo devastam todos os recursos naturais da ilha sobrando apenas algumas fêmeas e machos inférteis dizimando também a própria espécie. O quadrinho é, nitidamente, um aviso sobre o que a humanidade está fazendo com o planeta Terra.
            Provavelmente, o quadrinho é inspirado nas teorias de Thomas Malthus, considerado o pai da demografia, teoria essa que foi refutada pela revolução industrial, pois ela aumenta a oferta de alimentos.
            Economistas adoram apresentar gráficos de como a economia mundial se adapta às variações de oferta de recursos não renováveis de energia.
            Mas deixando de lado as mudanças climáticas do planeta (cuja discussão não apresenta vencedores: Ecologistas dizem que é o homem quem está provocando, governistas afirmam que a mudança climática é natural e não é tão grande assim, a informação que é transmitida mais rápido) animais estão se extinguindo pela devastação de florestas e, este é um dado irrefutável.
            O livro "Inferno" de Dan Brown também cita um exemplo de uma alga que, se vendo dominante num lago, se multiplica a tal ponto de quebrar todo o ecossistema do local e, depois, simplesmente desaparece deixando o referido lago inerte e sem vida.
            Claro, o ser humano tem recursos para impedir sua autodestruição, mas precisamos ver se acordará a tempo de reverter a situação.
            Fico vendo campanhas acaloradas pela castração de cães e gatos para que haja menos animais abandonados nas ruas da cidade. Até quando políticos vão praticar sua auto-negação para projetos não eleitoreiros e, certamente anti-religiosos, para controlar a população, principalmente das mais carentes que não têm condições de sustentar, nem de preparar pessoas para viver nesse mundo.
             Lembro de ter visto uma entrevista do Dr. Dráuzio Varela onde lhe perguntaram se ele era a favor do aborto e ele respondeu mais ou menos assim: "Ninguém é a favor do aborto, mas quando vou a lugares onde a pobreza é gritante e vejo menininhas carregando, o que a princípio eu penso que é uma boneca e depois constato que é um bebê, isso me revolta... Camisinhas são distribuídas gratuitamente nos postos de saúde, mas não há consumo... Não podemos esterilizar menores, mesmo eles tendo mais de três filhos e já, nitidamente, sem vontade nenhuma de ter mais filhos... Isso é um problema e tem que ser resolvido com educação, mas essa solução, se vier, vai ser tardia, além disso perdemos milhares de adolescentes que abortam das formas mais absurdas e insensatas vítimas do desespero".
             Se nos casos de cães e gatos houve uma melhora no número de abandonados, talvez seja o caso de aplicarmos em humanos também. Acho que é válido para diminuirmos sofrimento ou matança desenfreada entre jovens e adultos.